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segunda-feira, setembro 30, 2024

REVIEW: Bauhaus

   

Fundada em 1978 em Northampton, Inglaterra, a Bauhaus é uma das bandas mais influentes do gênero gótico e post-punk. Com uma formação icônica que inclui:

Peter Murphy: Vocalista

Daniel Ash: Guitarrista e tecladista

David J: Baixista e co-compositor

- Kevin Haskins: Baterista

Conhecidos por sua imagem e sons sombrios, Bauhaus é uma das bandas pioneiras do rock gótico, embora tenham misturado muitos gêneros, incluindo dub, glam rock, psicodelia e funk

A banda Bauhaus, formada inicialmente como Bauhaus 1919 em referência à escola de arte alemã, encurtou seu nome um ano depois. Seu single de estreia, "Bela Lugosi's Dead," é considerado um marco do rock gótico. O álbum "In the Flat Field" é um dos primeiros discos do gênero, enquanto "Mask" de 1981 introduziu uma variedade de instrumentos e ritmos novos. Com "The Sky's Gone Out," a banda alcançou grande sucesso no Reino Unido, especialmente com seu cover de "Ziggy Stardust." Após tensões internas e a doença de Peter Murphy, o grupo se desfez em 1983, pouco antes do lançamento de "Burning from the Inside." Após a separação, os membros seguiram caminhos distintos, com Murphy alcançando sucesso solo e formando Dalis Car, enquanto Ash e Haskins formaram Tones on Tail e Love and Rockets. Bauhaus se reuniu em várias ocasiões entre 1998 e 2022.

Bauhaus mesclou diversas influências para criar uma versão sombria e introspectiva do pós-punk, atraindo fãs desiludidos pelo colapso do punk. Seu som característico combinava a voz profunda de Peter Murphy, a guitarra irregular de Daniel Ash e o baixo influenciado pelo dub de David J, resultando no que ficou conhecido como rock gótico.

A banda se esforçou para evitar a sonoridade tradicional do rock, utilizando técnicas inovadoras de composição, como o Exquisite Corpse e as cartas Oblique Strategies de Brian Eno. Para criar efeitos sonoros únicos, incorporaram instrumentos como gargalos, unidades de eco e um Syndrum.

No segundo álbum, Mask, expandiram seu som com sintetizadores e saxofone, tornando a música mais espontânea e menos estruturada. A faixa "Of Lillies and Remains" exemplifica essa abordagem, sendo gravada de forma livre e sem ensaio, refletindo a confiança e a criatividade coletiva da banda.

No primeiro álbum e singles, Bauhaus abordou temas tabus como martírio, paranoia, loucura, obsessão e prostituição. A faixa "Stigmata Martyr," por exemplo, explora a obsessão religiosa e a dor associada, enquanto Peter Murphy explicou que a letra não é antirreligiosa, mas sim uma reflexão sobre os perigos da obsessão. "Dark Entries" é inspirada no personagem Dorian Gray, refletindo o narcisismo e a opulência da obra de Oscar Wilde.

Outras músicas, como "A God In An Alcove," tratam da história de um ídolo caído, e "In the Flat Field" expressa o desejo de escapar da monotonia da vida cotidiana. Em álbuns posteriores, os temas evoluíram para nostalgia, desejo e autorrealização, como em "All We Ever Wanted Was Everything."

A construção das letras foi influenciada pela técnica Cut-up, e a faixa "Of Lillies and Remains" exemplifica essa abordagem colaborativa e espontânea, onde os membros da banda mesclaram suas ideias de forma criativa.

Bauhaus é frequentemente visto como o inventor do rock gótico, mas a banda rejeita esse rótulo, preferindo se definir como "dark glam." Peter Murphy acreditava que outros contemporâneos tiveram um papel maior na solidificação do gótico, enquanto Kevin Haskins destacou a influência de bandas como Siouxsie and The Banshees. Haskins também mencionou que o Bauhaus era "mais tridimensional" e "art rock." No entanto, Daniel Ash reconheceu que, devido à sua estética e ao icônico single "Bela Lugosi's Dead," a banda inevitavelmente carrega essa associação com o gótico.


Bauhaus não é novidade pra mim, já ouço eles há um bom tempo. Então peguei pra ouvir um álbum que não havia escutado tanto. O álbum que ouvi foi o Mask (1981). O que dizer? O ritmo das primeiras músicas é totalmente envolvente, acho que as 3 ou 4 primeiras, coloquei em destaque entre as que mais gostei do álbum. As músicas mais calmas não me deixaram nem um pouco entediada. Esse álbum é uma experiência sensorial única, de verdade. Os vocais ecoados são uma característica marcante, tanto que o Alien Sex Fiend me lembrou muito o Bauhaus quando ouvi a banda, justamente pelos vocais ecoados. O som é todo experimental, com distorções sonoras, elementos atmosféricos, realmente dando a sensação de que você está em outro planeta. Ouvir isso chapado deve ser uma viagem

Das 15 músicas que compõem o álbum, as que mais se destacaram pra mim foram: 

- Mask 

Obviamente, 10/10.



sábado, agosto 17, 2024

REVIEW: Bat Nouveau

   

Bat Nouveau foi fundada em 2008 por Todd Manion e Alex Palmer. É uma banda influente do gênero deathrock/post-punk, originária de Brisbane, Austrália. A formação principal da banda inclui:

Burnz (Todd Manion): Vocalista e guitarrista (também conhecido como Batbones e Omnichord)

Alex (Alex Palmer): Baixista e tecladista (também conhecido como Corvus, responsável pelo baixo, guitarra, bateria e teclados)

Também conhecida como 13 Bats ou Thirteen Bats, banda inicialmente visava recriar os sons e as atmosferas da cena gótica e post-punk original, mas também adicionando um toque moderno ao combinar influências que vão além do gótico e post-punk, incluindo também o deathrock moderno e o garage dos anos 60. A partir dessas ideias originais, Bat Nouveau cresceu e expandiu, criando um som que é verdadeiramente seu, desde faixas de spoken word drones como "Lilies" até o caos implacável de "Wasted Wreckage," deixando os ouvintes sem saber para onde serão levados em seguida.

O estilo da banda, marcado por uma estética visual sombria e performances ao vivo carregadas de emoção, rapidamente atraiu uma base fiel de seguidores. Burnz, com sua presença de palco intensa e vocais melancólicos, tornou-se uma figura notável na cena gótica.

O nome "Bat Nouveau" reflete a combinação de influências clássicas do gênero com uma abordagem contemporânea, explorando temas de alienação, morte e introspecção em suas letras e visuais. A banda combina uma ampla gama de influências, incluindo bandas como Specimen, Alien Sex Fiend, Christian Death, Southern Death Cult, Red Lorry Yellow Lorry, e Joy Division, assim como bandas de deathrock moderno como Cinema Strange, Bloody Dead and Sexy, Eat Your Make Up, e The Cemetery Girlz, para criar um som que é ao mesmo tempo único e familiar.

Apesar de serem relativamente novos na cena, a banda rapidamente ganhou reconhecimento com lançamentos como o EP Deathmask e o álbum Metamorphoses, que trouxeram faixas icônicas como "Funeral Eyes" e "Portent."

Ao longo dos anos, Bat Nouveau continuou a evoluir, mantendo-se relevante na cena gótica global. Mesmo com as mudanças na música alternativa e as tendências em constante mudança, a banda permaneceu fiel à sua sonoridade, inspirando novos artistas e conquistando uma nova geração de fãs. A influência de Bat Nouveau pode ser vista em diversas bandas que surgiram posteriormente, como Twin Tribes, tornando-os uma referência importante no gênero.

Apesar do impacto significativo que Bat Nouveau teve na cena, a banda não lançou mais músicas devido a desafios pessoais e profissionais enfrentados pelos membros. Com o tempo, tanto Todd Manion quanto Alex Palmer se envolveram em outros projetos e responsabilidades, o que dificultou a continuidade da produção musical. Além disso, a banda sofreu com as limitações típicas de grupos independentes, como falta de recursos e dificuldades logísticas para gravação e lançamento de novos materiais. Esses fatores contribuíram para a pausa na discografia da banda, embora seu legado continue a influenciar a cena gótica até hoje.


O álbum que ouvi foi o Metamorphoses. O instrumental e o ritmo das músicas é maravilhoso, já tinha ouvido algumas músicas da banda antes, são músicas ouço pra realmente curtir o som. Depois de ouvir  o álbum completo, curti mais ainda. Com certeza está entre minhas bandas góticas favoritas. Uma pena que não continuaram na ativa...

Das 11 músicas que compõem o álbum, as que mais se destacaram pra mim foram: 


Não tem muito o que falar, a não ser que dou 10/10.





Fontes: 


terça-feira, agosto 13, 2024

REVIEW: Alien Sex Fiend

  


Alien Sex Fiend é uma banda icônica do gênero deathrock/gothic rock, formada em 1982 em Londres, Inglaterra. A formação original da banda inclui:

- Nik Fiend: Vocalista
- Mrs. Fiend (Christine Wade): Tecladista
- David James: Guitarrista
- Johnny Ha-Ha: Baterista

Alien Sex Fiend se destacou na cena underground com seu som experimental, que misturava elementos de punk, industrial, e gothic rock, criando uma atmosfera única e caótica. O estilo da banda, marcado por uma estética visual bizarra e apresentações ao vivo intensas, rapidamente atraiu um culto de seguidores. Nik Fiend, com sua presença de palco excêntrica e visual "demente", tornou-se uma figura emblemática do movimento gótico.

O nome "Alien Sex Fiend" reflete a abordagem irreverente e provocativa da banda, que explorava temas de horror, ficção científica e psicodelia em suas letras e visuais. Apesar de inicialmente serem considerados outsiders na cena musical, a banda rapidamente ganhou notoriedade com álbuns como Who’s Been Sleeping in My Brain? e Acid Bath, que trouxeram clássicos como "Ignore the Machine" e "Now I’m Feeling Zombified".

Ao longo dos anos, Alien Sex Fiend continuou a inovar, mantendo-se relevante na cena gótica global. Mesmo com as mudanças na formação e as tendências musicais em constante evolução, a banda permaneceu fiel às suas raízes, inspirando novos artistas e conquistando novas gerações de fãs. A influência de Alien Sex Fiend pode ser vista em diversas bandas que surgiram posteriormente, tornando-os uma referência indiscutível no gênero.

A banda também enfrentou controvérsias, tanto por sua estética perturbadora quanto por suas letras sombrias e muitas vezes desconcertantes. Apesar disso, a banda se manteve como um pilar do deathrock e gothic rock, continuando a impactar e influenciar a cena até os dias atuais.


O álbum que ouvi foi o Who's Been Sleeping in My Brain?. Vou confessar, não me impressionou tanto assim. O instrumental é mais alto, os vocais são mais ecoados. Me lembrou um pouco Bauhaus, mas senti que faltou uma batida, um ritmo, em algumas das músicas. Ignore The Machine, de todas, foi a música que mais gostei do álbum, não é atoa que é uma das mais ouvidas deles.

Das 14 músicas que compõem o álbum, as que mais se destacaram pra mim foram: 


Sinto que se eu der chance pros singles ou ver as apresentações deles no YouTube, talvez eu entre mais na vibe. Dou 7/10 por enquanto.



quinta-feira, julho 25, 2024

REVIEW: 45 Grave

 


45 Grave é uma banda icônica de deathrock/gothic rock formada em 1979 em Los Angeles, Califórnia, EUA. A formação original da banda inclui:

- Dinah Cancer: Vocalista
- Paul B. Cutler: Guitarrista
- Rob Graves: Baixista
- Don Bolles: Baterista

Conhecidos por seu som que mescla horror punk e elementos do gothic rock, 45 Grave se destacou na cena underground com suas apresentações teatrais e visual macabro. A banda trouxe um som pesado e atmosférico, com letras que exploram temas de terror, morte e cultura pop de horror.

O nome da banda, segundo Don Bolles, veio de um botão misterioso que Paul B. Cutler encontrou em um brechó e deu para Bolles no Natal, que dizia "WE DIG 45 GRAVE". Bolles afirmou que esse precisava ser o nome da banda, e todos concordaram.

Apesar de não terem alcançado sucesso comercial massivo, 45 Grave conquistou um culto fiel de seguidores e influenciou diversas bandas posteriores no gênero. Canções como "Partytime" e "Evil" se tornaram clássicos no cenário gótico. Foram reconhecidos como uma das primeiras bandas góticas americanas, precedendo a formação do Christian Death.

Após uma pausa na carreira, 45 Grave se reuniu em várias ocasiões, mantendo-se relevantes na cena musical e continuando a impactar novos artistas e fãs de deathrock ao redor do mundo.

A banda teve algumas controvérsias ao longo dos anos, principalmente devido ao seu estilo visual e temáticas relacionadas ao horror e à morte, que geraram reações mistas na mídia e entre o público. Além disso, a mudança frequente de membros e a morte trágica do baixista Rob Graves em 1990 também foram marcantes na história da banda.


O álbum que ouvi foi o Sleep In Safety, o mais famoso deles. Eu tenho que dizer que gostei baaastante. Já havia ouvido algumas músicas deles aqui e ali, mas nunca tinha parado pra ouvir um álbum completo. Gostei do espírito mais animado, definitivamente são músicas que entrarão nas minhas playlists e que ouvirei com mais frequência. E ganhou pontos bônus comigo pelos vocais femininos.

Das 14 músicas que compõem o álbum, as que mais se destacaram pra mim foram: 


*A música era uma versão cover da canção de humor "Riboflavin-Flavored, Non-Carbonated, Polyunsaturated Blood", originalmente interpretada por Don Hinson & the Rigamorticians no álbum de 1964 "Monster Dance Party".

 No geral, eu gostei muito, mesmo. Mas sinto que ainda preciso ouvir mais do trabalho deles pra realmente me envolver com as músicas. Dou 9/10. 



domingo, julho 14, 2024

REVIEW: 13th Chime




A primeira banda da lista é a 13th Chime. Dando uma breve introdução sobre a banda, a 13th Chime é uma banda de post-punk/gothic rock formada em 1980 em Haverhill, Suffolk, Inglaterra. Os integrantes originais da banda são:

- Mick Hand: Vocalista
- Gary O'Connor: Guitarrista
- Ricky Cook: Baixista
- Martin Cockburn: Baterista

A formação da banda pode ter mudado ao longo dos anos, mas esses são os membros fundadores conhecidos pela contribuição significativa ao som e estilo da banda. 13th Chime é conhecida por seu som sombrio e atmosférico, caracterizado por guitarras distorcidas e vocais melancólicos.

 Embora não tenham alcançado grande sucesso comercial durante sua carreira inicial, a banda ganhou um culto de seguidores dentro da cena gótica e punk underground. Suas músicas abordam temas de desespero, isolamento e crítica social.

 Após um longo hiato, a banda se reuniu nos anos 2000 e lançou novas músicas, continuando a influenciar bandas do gênero.


O álbum que ouvi foi o The Singles: 1981-1983, álbum mais antigo no catálogo deles do Spotify.
Honestamente, eu curti as músicas. Me envolvi mais com algumas do que com outras, mas, no geral, não foi uma experiência que me impactou tanto. 

Das 10 músicas que compõem o álbum, as que mais se destacaram pra mim foram: 


Ou seja, metade do álbum. Seriam músicas que eu deixaria tocando de fundo enquanto faço outra coisa. Com certeza ouvirei os outros álbuns da banda, e talvez isso mude minha opinião, mas como não fui tão impactada nessa primeira experiência, dou 7/10